poema

Segunda-feira

Acordo desperta, como se não fosse segunda. Acordo ainda um sentimento de remorso – é um passado tão distante como desculpar-me comigo mesma pela lembrança? Necessitou-se revirar o inconsciente? De que maneira? Dessa mesma que me abre os olhos no susto? Teria eu sonhado com os escombros de mim a ponto de reviver tudo, um […]

A maré baixa de lágrimas enche E o mar cresce até a margem Levando o lixo de todos (O nosso e das amarras da vida) Lavando destroços e areia Até aumentar mais o nível Transbordar o sentido Fazer navegar as alegrias (ou não) Colocar nas ondas um infinito E não secar nunca mais. O mar também […]

Das surpresas confiadas ao dia Nos sonhos e nas dúvidas e, quem sabe, Quero uma notícia, sobressalto com a presença. Da sorte tomada, de igual alegria Que te vejo bater a minha porta. Olhar seus olhos fechados à noite E não me procurar mais por dentro? Desfaço todo o resto que me resta.

mundo

O mundo morre em cada jovem o mundo morre em desencanto sem gosto e dano e plano. O mundo morre quando acaba a vida [interrompida, morre todo mundo, também nada. Morre o mundo das desgraças das linhas mal traçadas, do abismo de viver [sempre e não questionar entre ficar de pé ou pular, o mundo […]

Canção do auxílio

Minha terra tem doentes Abismos, loucos, melodias Que perderam os dentes Que se perdem nos dias.

Porque, você sabe, às vezes as palavras têm duplo sentido

Cortar a mão com palavras Abrir o chão e o paraíso Você sabe: subir ou descer Mais do que isso. And she’s buying the stairway to heaven E não sabe de nada, Não viu nada, De sussurros a caminhos, Só a canção. Nada, nem espírito – só a escada.

Temático: Festa da Penha

Já não é novidade que sou de Vila Velha e adoro-a. De vez em quando, ela aparece em meus escritos como quem salta, autônoma. Abaixo, vão dois textos inspirados no símbolo histórico e cultural da Vila. Ou melhor, inspirados no significado que a Virgem da Penha evoca aos moradores, religiosos ou não. Seja lá qual […]